Vacina chinesa mostram que é segura e gera anticorpos

Publicado por Adília Vieira em 22 de Maio de 2020 | 17:19

Covid-19: Após 28 dias de testes com 108 voluntários saudáveis, a vacina demonstrou ser segura e gerar anticorpos

Uma equipa do Instituto de Biotecnologia de Pequim, em parceria com a empresa chinesa ‘Cansino Biologics’, anunciaram resultados promissores de uma vacina contra o novo coronavírus, a primeira a ser desenvolvida no país. Após 28 dias de testes com 108 voluntários saudáveis, a vacina demonstrou «ser segura e gerar anticorpos» para atingir a tão desejada imunidade, de acordo com um comunicado citado pelo ‘El País’.

O objetivo desta fase de testes é verificar se as vacinas são seguras e se os pacientes as toleram bem. Estes resultados não significam que uma das vacinas garanta necessariamente proteção contra a Covid-19. O líder do projeto, Wei Chen, alertou que «ainda há um longo caminho a percorrer para disponibilizar esta vacina a todos».

Desde Abril que a equipa chinesa iniciou uma segunda fase de testes com cerca de 500 pacientes, com o objetivo de perceber qual a dose mais adequada para que que surja uma resposta imune, capaz de proteger o organismo da infeção pelo SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19.

Nesta segunda fase do projeto chinês, participantes com mais de 60 anos serão incluídos pela primeira vez, um grupo de interesse especial devido à sua sensibilidade à Covid-19.

A vacina chinesa utiliza uma versão enfraquecida de um vírus da gripe comum, capaz de invadir células humanas sem causar doenças, e que contém o material genético do Sars-Cov-2. Após a vacinação, as células do recetor produzem proteínas que estimulam o sistema imunológico da pessoa que recebe a vacina, permitindo criar anticorpos que mais tarde vão impedir a infeção pela doença.

Poucos meses após o início da crise, já existem duas vacinas na fase 2, uma etapa que nunca foi alcançada na tentativa de criar produtos similares contra a SARS, a doença conhecida em 2002 que também causou uma infeção por coronavírus.

Os gigantes farmacêuticos, com o apoio dos Estados Unidos, prometeram dedicar milhares de milhões de euros para promover estratégias diferentes para alcançar uma vacina eficaz contra o patógeno. Atualmente, já existem mais de 100 candidatos a vacina em todo o mundo.

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