Vem aí mais um aumento nos combustíveis

Publicado por Horta e Costa em 25 de Maio de 2018 | 13:50

O preço dos combustíveis volta a encarecer na próxima semana. A evolução das cotações em euros aponta para uma subida dos preços – mais acentuada… [ ]

O preço dos combustíveis volta a encarecer na próxima semana. A evolução das cotações em euros aponta para uma subida dos preços – mais acentuada no gasóleo que na gasolina. “A evolução das cotações em euros aponta para uma subida dos preços de 1,5 cêntimos por litro no gasóleo e um cêntimo na gasolina”, adiantou fonte do setor ao Jornal Económico.

Os aumentos vão sentir-se tanto nas bombas das principais gasolineiras como nos postos dos hipermercados, onde “as subidas rondam os 0,0104 cêntimos por litro, no caso do gasóleo, e 0,0098 euros por litro no que diz respeito à gasolina”, avançou uma outra fonte.

A confirmar-se e será a décima primeira semana consecutiva de aumentos para a gasolina 95, que renova assim máximos de cinco anos (fevereiro de 2013). Já o gasóleo, passa a valer o mesmo que em março de 2013, ou seja, está em máximos de mais de cinco anos.

Os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) mostram que o preço médio do litro de gasolina em Portugal custa atualmente 1,636 euros enquanto o do gasóleo vale 1,425 euros. As cotações podem no entanto variar nos postos de abastecimento, já que o preço fixado na rede tem ainda em conta o nível de concorrência, da oferta e da procura em cada mercado e o nível de custos fixos de cada posto.

O último relatório de Bruxelas mostra que, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticado em Portugal é o quinto mais caro em toda a UE. Já o gasóleo ocupa a 10ª posição entre os países do espaço comunitário. Os mesmos dados mostram que a fiscalidade é o factor que mais pesa nos preços dos combustíveis em Portugal.

Entre os 28 Estados-Membros, o preço médio de referência da gasolina ronda os 1,460 euros por litro, enquanto o ‘diesel’ vale 1,356 euros por litro. Já na zona euro, um litro de gasolina custa 1,505 euros e um litro de gasóleo vale 1,357 euros.

Porque não param de subir os preços dos combustíveis?

Os preços dos combustíveis têm registado aumentos consecutivos desde março e as previsões não são animadoras. Especialistas contactados pelo Jornal Económico estimam que os aumentos continuem nos próximos tempos, correndo mesmo o risco de se atingirem níveis próximos dos históricos.

O que faz subir o preço dos combustíveis?

A escalada dos preços dos combustíveis vai fazer com que, por exemplo, a gasolina 95 renove máximos de julho de 2014. Por sua vez o gasóleo vai passar a valer o mesmo que em abril de 2013, ou seja, um máximo de mais de cinco anos. Fontes ligadas ao setor revelam ao Jornal Económico que um dos principais motivos para estes aumentos passam pela “reposição das sanções norte-americanas ao Irão e a escalada de tensão no Médio Oriente”.

Quais as consequências imediatas destes aumentos?

Portugal tem uma enorme dependência do crude estrangeiro e as subidas constantes do preço do petróleo nos mercados internacionais vão ter, segundo António Costa Silva, chairman da Partex Oil & Gas um”impacto brutal” no território nacional. “Cada aumento de 15 a 20 dólares no preço do petróleo significa um custo adicional de 1.200 a 1.500 milhões de euros e uma redução do crescimento do PIB nacional”, refere.

Quanto já aumentaram os combustíveis em Portugal?

Esta é a décima semana consecutiva em que o preço gasolina vai subir em Portugal. O aumento começou a 19 de março, enquanto o gasóleo vai para a nona semana consecutiva de um aumento que começou a 26 de março. Em relação aos preços, em janeiro de 2018 a gasolina estava a 1,531 cêntimos e atualmente está nos 1,603. O gasóleo começou a valer em janeiro 1,330 valendo aos dias de hoje 1,403.

Quais as perspetivas futuras dos combustíveis?

Fonte ligada ao setor afirma ao Jornal Económico que “estamos neste momento a entrar na tradicional driving season em que a procura de combustíveis, sobretudo de gasolina, aumenta significativamente no mercado norte-americano, colocando mais pressão no preço final deste combustível, com repercussões também na Europa”. Como tal, o mais provável será que estas subidas estejam para continuar, correndo o risco de se atingirem níveis históricos.

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