Venezuela: Gás lacrimogéneo contra manifestações

Publicado por Horta e Costa em 1 de Maio de 2019 | 20:31

Guarda Nacional Bolivariana lança gás lacrimogéneo contra pelo menos duas manifestações na Venezuela

Venezuela

A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) da Venezuela lançou hoje granadas de gás lacrimogéneo contra pelo menos duas manifestações da oposição em Caracas, nas quais participam milhares de pessoas.

Segundo a agência de notícias Efe, no local, a polícia militarizada lançou as granadas contra os manifestantes numa zona perto da base militar onde na terça-feira houve uma tentativa de levantamento e onde hoje se encontram várias dezenas de manifestantes.

Alguns dos manifestantes responderam com “cocktails molotov” e pedras.

As agressões aconteceram quando a manifestação convocada pelo líder da oposição, Juan Guaidó, não tinha ainda formalmente começado.

Antes, centenas de pessoas que se juntaram a oeste de Caracas foram dispersadas com granadas de gás lacrimogéneo lançadas pela GNB, embora os manifestantes se tivessem reagrupado, voltando a juntar-se à marcha convocada por Guaidó.

Milhares de pessoas concentraram-se hoje em vários locais da capital venezuelana, de acordo com o apelo feito pelo líder da oposição, reconhecido como Presidente interino da Venezuela por meia centena de países.

As manifestações nas ruas contra o Governo de Nicolás Maduro, que também acontecem em várias cidades do interior do país, ocorrem 24 horas depois de um levantamento de um grupo de militares em Caracas, que desencadeou um dia de violentos protestos que acabaram com pelo menos 80 feridos.

Os defensores do Governo concentram-se no centro e oeste de Caracas para participar nas manifestações convocadas pelo executivo a propósito do 1.º de Maio.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela desencadeou na madrugada de terça-feira um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.

Apesar de Juan Guaidó ter afirmado ao longo do dia que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis a Nicolas Maduro.

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