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Vírus da SIDA é passado

Publicado por Adília Vieira em 4 de Julho de 2019 | 21:10

Cientistas conseguiram eliminar pela primeira vez VIH do corpo de um ser vivo graças a um novo tratamento experimental desenvolvido nos Estados Unidos

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Foi possível eliminar o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) do corpo de um ser vivo graças a um novo tratamento experimental desenvolvido nos Estados Unidos que combina tecnologias de ponta.

Num estudo publicado na revista científica Nature, os investigadores da Escola de Medicina Lewis Katz da Temple University e do Centro Médico da Universidade do Nebraska, nos Estados Unidos, relatam como conseguiram eliminar o VIH de nove de 23 ratos infetados com o vírus da Sida.

Os cientistas juntaram tecnologia de edição do genoma com um medicamento de supressão do vírus de libertação lenta para conseguirem eliminar as células de VIH dos ratos infetados. Os atuais tratamentos para contra o VIH – os antiretrovirais – não conseguem eliminar de forma total este vírus, apenas suprimem a sua replicação e disseminação no corpo humano.

De acordo com os responsáveis do estudo, o tratamento inovador consiste em dois processos: o primeiro chama-se Laser Art e é um medicamento de libertação lenta que isola e controla o vírus; o segundo utiliza a tecnologia de edição genética CRISPR Cas9, que permite modificar e eliminar os genes das células infetadas com o vírus.

Os métodos foram aplicados num grupo de ‘ratos humanizados’, ou seja, roedores alterados para produzirem células humanas suscetíveis ao vírus.

Segundo os investigadores, a tecnologia teve também como alvo os reservatórios de VIH latentes.

No final do estudo os cientistas conseguiram com sucesso eliminar o vírus de nove dos 23 ratos.

Kamel Khalili, que liderou a equipa de investigação da Universidade de Temple, disse que o principal argumento do estudo é que, quando os dois métodos são usados em conjunto, podem “produzir uma cura para a infeção pelo VIH”, efetiva e duradoura, lê-se numa nota de imprensa.

“Agora temos um caminho claro para avançar nos testes em primatas não humanos e possivelmente em testes clínicos em pacientes humanos durante o próximo ano”, disse Khalili.

Mais de 35 milhões de pessoas morreram em todo o mundo desde que a epidemia de VIH/Sida surgiu na década de 1980.

Apesar de atualmente o número de mortes por Sida estar a diminuir de forma global, o número de novas infeções em todo o mundo continua alto, ou seja, são cerca de 1,8 milhões de novos casos por ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Saiba mais sobre o VIH/Sida neste vídeo:


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